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Luís Sepúlveda (1949-2020) morreu, vítima de Covid-19. O escritor chileno tinha estado em Portugal nas Correntes d’Escritas, na Póvoa do Varzim, e ficou internado em Espanha desde essa altura. Luís Sepúlveda, que nasceu no Chile a 04 de outubro de 1949, estreou-se nas letras em 1969, com “Crónicas de Pedro Nadie” (“Crónicas de Pedro Ninguém”), dando início a uma bibliografia de mais de 20 títulos, que inclui obras como “O Velho que Lia Romances de Amor” e “História de Uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar”.

Além do Prémio Casa das Américas, Sepúlveda foi distinguido com os prémios Gabriela Mistral/Poesia, em 1976, Rómulo Galegos/Novela, em 1978, Tigre Juan/Novela em 1988, o de Contos “La Felguera”, em 1990, e o Prémio Primavera/Romance, em 2009. Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço, que apontou na ocasião como “uma grande honra” e acrescentou: “Este prémio tem para mim um significado muito especial e muito emotivo. É um prémio de uma emoção muito especial e só me resta dizer muito obrigado”.

O escritor tem toda a obra publicada em Portugal – alguns títulos estão integrados no Plano Nacional de Leitura -, e era presença regular em eventos literários no país. Era também presença regular na Feira do Livro de Lisboa e, em 2016, foi o único escritor de língua espanhola a participar na iniciativa “Viagem Literária”, que percorreu todas as capitais de distrito e as regiões autónomas portuguesas.

Luís Sepúlveda era casado com a poetisa Carmen Yáñez. Amigo de Salvador Allende e José Saramago, foi admirador da Revolução dos Cravos e dinamizador da vida cultural ibérica e ibero-americana nas Astúrias, onde morava.