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A cidade de Lisboa vai ter um novo hospital. A nova unidade, que vai servir a zona Oriental da capital, vai ter um custo de 330 milhões de euros, uma renda anual de 16 milhões de euros (isto durante um período de 27 anos de contrato) e será criado em regime de parceria público-privada. Este hospital será instalado em Marvila e terá uma área total de 180.000 metros quadrados, o que representa 870 camas.

Para construir este projecto, os dois principais candidatos são duas das maiores construtoras ibéricas, a Sacyr Somague (espanhola) e o consórcio Mota-Engil (português), que vai ter na sua estrutura accionista a chinesa CCCC. Aliás, a Mota-Engil, em conjunto com a CCCC, estão a fechar vários contratos de construção em solo angolano.

Duelo Ibérico para a construção do novo Hospital Oriental de Lisboa

Neste autêntico «duelo» entre Portugal e Espanha, é a companhia do outro lado da fronteira que está a levar a melhor após ter feito uma oferta de 270 milhões de euros e que prevê uma poupança, isto segundo o periódico espanhol El Confidencial, de 40,7 milhões de euros durante os próximos 30 anos.

A Sacyr Somague, em conjunto com o fundo Aberdeen, também participaram na construção e gestão dos hospitais de Vila Franca de Xira, Braga e da Ilha Terceira. Se a proposta espanhola é mais tentadora a nível económico, o projecto da equipa portuguesa destaca-se pela sua qualidade.

A decisão final, que cabe a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), ainda não ocorreu e a ministra da saúde, Marta Temido, recusa que haja atrasos nesta decisão.