Os novos pobres: quando ter emprego não chega

Baixas qualificações, salários pouco atractivos e doença empurram um quinto dos portugueses para a pobreza

Comparte el artículo:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Um estudo da Fundação portuguesa Francisco Manuel dos Santos, que usou dados de 2018 (logo esta situação poderá ter piorado ainda mais com a situação pandémica), demonstra que um quinto dos portugueses está no limiar da pobreza. Esta «nova pobreza» está a nascer um pouco por toda a Europa.

Quando falamos em pobres pensamos sempre em pessoas sem emprego mas cada vez mais esta é uma ideia ultrapassada. Os novos pobres em Portugal apresentam baixas qualificações, têm salários pouco atractivos e mesmo com um emprego fixo não conseguem pagar despesas básicas. Este problema agudiza-se nas famílias com filhos.

A pobreza tradicional, que tem tendência a se reproduzir de geração em geração, é um dos grandes problemas de um país que ainda se move a duas velocidades consoante o berço ou a geografia onde se reside. O perfil da pobreza em Portugal divide-se em quatro facetas: reformados, precários, desempregados e trabalhadores.

Com as ofertas de emprego a diminuir e muitas empresas na falência devido a crise económica que a pandemia trouxe, muitas das pessoas que tinham abandonado situações de pobreza nos últimos anos regressam a cenários de vulnerabilidade. A grande franja das pessoas que trabalham de forma precária nos sectores do turismo, restauração e serviços são aqueles que estão mais vulneráveis a uma situação de pobreza intermitente. Esta pobreza na classe média está a fazer com que portugueses e espanhóis peçam (muitos pela primeira vez) ajuda para fazer frente às despesas do mês.

Muitas vezes o que distingue uma pessoa com baixos rendimentos de um pobre são os apoios sociais dados pelo estado e os apoios alimentares prestados pelas ONG’s. Desde o início da Covid, mais 60 mil pessoas precisaram de ajuda para comer e os pedidos têm crescido. O fim das moratórias bancárias está a preocupar o Banco Alimentar e a Cáritas e a igreja católica afirmou estar vigilante a situações de pobreza escondida.

No estudo «Pobreza em Portugal – Trajectos e Quotidianos», quando se aborda a crise provocada pela Covid-19 é referido que o aumento da pobreza acontece devido a intensidade e incerteza da duração do confinamento no país.

Noticias Relacionadas

Como chegámos a uma «Tempestade Perfeita»?

O que é uma «Tempestade Perfeita»? Normalmente quando utilizamos esta expressão estamos a descrever um fenómeno meteorológico que foi criado graças a confluência de vários

Deixe um comentário