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Segundo informa La Voz de Galicia, ontem houve, na Fundação Saramago, em Lisboa, um seminário sobre jornalismo ibérico, organizado pela embaixadora espanhola em Portugal, Marta Betanzos, no qual estiveram presentes importantes jornalistas e correspondentes dos dois países, além da presidenta da Fundação Saramago, Pilar del Río.

Pepa Bueno, directora da Hora 25 de Cadena Ser, reconheceu “a ausência de interesse que os temas de Portugal despertam nas redacções de Madrid, excepto os muito importantes, de acontecimentos ou que envolvem uma comparação com Espanha”. “Não há conhecimento profundo nem contato permanente”, lamentou em declarações à EFE.

Nesse sentido, considerou que simplesmente receber as notícias do vizinho “impede saber o que está acontecendo no país”, por isso seria “bom” contar com mais freqüência com jornalistas do outro lado da fronteira para explicar “as luzes e sombras por trás desses títulos”. Bueno, extremenha de nascimento, disse: “Esse não é o caso de comunidades transfronteiriças, como a Galiza e a Extremadura, onde interessa muito do que acontece do outro lado da fronteira.”

O diretor do jornal Público, Manuel Carvalho, afirmou que “se jornalistas de ambos os lados da fronteira se conhecessem melhor, se tivessem contatos mais permanentes, se pudessem trocar ideias com mais frequência sobre o que está acontecendo nos dois países e sobre os problemas nas redacções, seria extremamente importante”.

Leonidio Ferreira, subdiretor do Diário de Notícias, expressou preocupação com “a falta de objetividade e partidarismo que alguns meios de comunicação portugueses demonstraram em relação à causa da independência, nas informações sobre o julgamento do procés”.