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O próximo ano lectivo apenas vai começar em Setembro (entre o dia 14 e 17) mas como o mesmo vai acontecer é uma incerteza. A Direcção-Geral de Saúde, em conjunto com o Ministério da Saúde, emitiram um conjunto de dicas a usar para o regresso a escola mas a verdade é que ninguém sabe se a mesma será presencial ou vai continuar a ser dada como nos últimos meses. Para responder ao desconhecido, três planos foram criados.

O primeiro cenário traçado, o ideal para Tiago Brandão Rodrigues, é o ensino presencial. Isto especialmente para os alunos do pré-escolar, 1.º ciclo e 2.º ciclo, bem como para os alunos em situações de «risco» (a UNICEF alerta que, a nível mundial, 10 milhões de crianças poderão nunca mais voltar a escola após esta pandemia). O próximo ano terá mais aulas, um tempo de recuperação da matéria dada nos últimos meses e menos férias, especialmente na pausa da Páscoa. Para cumprir a distância mínima de 1 metro de segurança, as escolas funcionarão com mais flexibilidade, funcionários e com planos que pretendem englobar todas as possibilidades, incluindo as duas seguintes.

Um cenário misto, com parte das aulas na escola e outra parte à distância, também é algo que está a ser pensado. Caso a situação epidemiológica piore, e o Ministério da Saúde está preocupado com o Outono e o mal que um surto gripal junto com a Covid-19 pode provocar, as aulas terão que voltar a ser dadas em casa e aqui as novas tecnologias voltam a ser de extrema importância para o ensino de milhões de estudantes.

Telescola veio para ficar

Um dos grandes feitos dos últimos meses no ensino em Portugal foi a volta da Telescola, projecto emitido pela estação pública e que em uma das suas emissões contou com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa como um dos professores convidados. Independentemente do que aconteça em Setembro, o Ministério da Educação pretende que a escola pela televisão continue a transmitir conteúdos indicados para alunos do 1° ao 9° ano de escolaridade. Todos os conteúdos transmitidos são um complemento às aulas à distância. O plano tecnológico também vai englobar a compra de mais material informático para dar uma melhor conectividade entre alunos e professores.