Espanhol Português

Portugueses e espanhóis uniram-se num protesto simbólico, na Ponte da Amizade, para lutarem contra a anunciada exploração de lítio na Serra d’Arga, no Alto Minho.

Esta acção, que ligou protestantes de Vila de Cerveira e de Tomiño, demonstrou todo o descontentamento contra esta exploração que coloca em causa várias populações, a agricultura, a qualidade do ar, 500 espécies botânicas, 180 vertebrados e os recursos hídricos da região. A concessão desta exploração a privados está prevista acontecer pelos próximos 30 anos.

Segundo os organizadores, de onde se destacam associações de ambos os lados da fronteira, este tipo de formas de protesto pretende «dar voz às populações e pôr fim aos planos de mineração massiva que pretendem implantar na região de forma silenciosa», como se pode ver no comunicado conjunto emitido.

Populares e os autarcas de ambas as localidades também fizeram parte desta caminhada. No meio da ponte internacional da Amizade foram descerradas duas faixas. «Este protesto é um acto simbólico que respeita a união de dois povos», era o que mais se ouvia para explicar a presença de ambas as sociedades civis neste protesto.

Lítio leva a pronunciamento europeu

O Bloco de Esquerda levou a questão da exploração de lítio na Serra d’Arga a instituições europeias, já que o partido defende os argumentos apresentados por populares e associações, que não acreditam o porquê de esta mina avançar já que a quantidade presente na região ser escasso, disperso, difícil de extrair e próximo de uma zona de interesse comunitário.

A Serra d’Arga tem uma área de 10 mil hectares, 4280 fazem parte do referido Sítio de Importância Comunitária.

A resposta europeia foi passar este tema de volta ao governo.