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Com as urnas já fechadas e os votos a serem contabilizados, uma projecção da Universidade Católica para a RTP avança que o PS volta a ganhar o parlamento açoriano mas sem maioria absoluta.

O socialista Vasco Cordeiro vai assim avançar para o seu terceiro e último mandato como presidente do governo regional. Francisco César, director da campanha de Cordeiro, considera que este resultado representa um «reforço da autonomia».

A abstenção ficou entre os 52% e os 58%, um valor que mesmo sendo alto representa uma descida no número recorde, 59.16%, registado na eleição de 2016. Os socialistas deverão ter entre 26 a 30 deputados.

A Assembleia Regional dos Açores é composta por um total de 57 deputados. A estas eleições, as primeiras realizadas em Portugal em período de pandemia e com máscara e gel desinfectante a entrada de cada uma das mesas de voto, concorreram 13 forças políticas em 10 círculos eleitorais. Apenas seis concorreram a todos os círculos e quatro foram estreantes. Os diferentes círculos eleitorais não elegem o mesmo número de deputados.

São Miguel, a maior ilha, elege 20 deputados, seguindo-se a Terceira, com dez, e o Pico, com quatro. O Faial também elege quatro assentos parlamentares, São Jorge, Santa Maria e Graciosa elegem três deputados cada, tal como as Flores. O Corvo, a ilha mais pequena do arquipélago tem a capacidade de eleger dois mandatos, enquanto outros cinco deputados são eleitos pelo círculo de compensação, que para conseguir uma eleição não necessita do mesmo número de votos que nos outros círculos.

Como ficará a composição da Assembleia?

Dos «novatos» que concorreram às eleições nos Açores, aquele que deverá ter melhor desempenho é o CHEGA. Segundo a sondagem realizada a «boca das urnas», o partido de André Ventura poderá tornar-se na quarta força política no arquipélago, bem perto do CDS que poderá ter de um a três mandatos. Os dois partidos surgem com o mesmo número de cadeiras.

O PSD terá de 19 a 22 cadeiras, o BE (um a dois mandatos), o PAN (um), a CDU (pode ir de zero a dois) e o Iniciativa Liberal e o PPM também têm a possibilidade de eleger, cada um, deputados regionais.

Estes resultados podem levar a muitos cenários governamentais, desde uma maioria relativa do PS a uma junção das direitas que com um maior número de mandatos poderia deitar abaixo o governo regional, como aconteceu, a nível nacional, quando as esquerdas (Geringonça) uniram-se para impedir que Passos Coelho forma-se um novo governo.