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Mesmo com a abertura, faseada, da economia a partir de Maio, Portugal vai ter uma queda, nas entradas nacionais, de 40%. Este valor equivale menos sete milhões de visitas, já que o turismo vai abrir-se primeiramente para os visitantes portugueses (que para irem a praia terão que passar por algumas restrições) e posteriormente, entre Agosto e Setembro, a Espanhóis.

Esta queda está a afectar Portugal que, segundo um estudo da Oxford Economics, é um dos mais prejudicados pela queda do turismo internacional que está a ser provocada pela pandemia que fez com que a grande maioria dos países europeus adoptasse medidas de confinamento. Só maiores que as quedas portuguesas são a Itália, que vai ter menos de 31 milhões de visitantes este ano (o que equivale a uma queda de 49%), e a Espanha, que vai contar com menos de 34 milhões de turistas (um recuo de 42%). Estas duas nações foram as mais fustigada pela Covid-19 em solo continental.

Mais apoios para o turismo europeu

No conjunto dos 27 países membros da UE, o turismo tem um grande impacto no Produto Interno Bruto (PIB), principalmente dos do sul do continente, e é responsável pela criação de 12% dos empregos e por 400 mil milhões de euros de receitas anuais.

Para tentarem fazer frente a esta quebra, os ministros da União Europeia querem dar prioridade a este sector no plano de recuperação arquitectado. Na reunião realizada por videoconferência, os responsáveis dos 27 defenderam, num comunicado já apresentado, a “importância de uma solução harmonizada para o reembolso dos pacotes de viagens, incluindo os ‘vouchers'”. Para ultrapassar esta situação, o pragmatismo e a criatividade serão duas características essenciais para o renascer de um sector mais resiliente e sustentável que até ao fim do ano, e comparando com o período homólogo anterior, terá menos 287 milhões de visitas.