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Ao contrário do que acontece nas legislativas, onde quem concorre são os partidos, nas presidenciais nos eleitores votam em pessoas, muitas vezes independentes mas não só.

Com eleições de 5 em 5 anos, este pleito eleitoral já levou ao Palácio de Belém cinco chefes de estado.

A primeira volta desta eleição vai acontecer em Janeiro, em plena pandemia, e tem até ao momento confirmados 10 candidatos. Os mesmos que concorreram na última eleição.

Para se candidatar às eleições, cada candidato deve reunir 7500 assinaturas de apoio um mês antes da eleição e submetê-las ao Tribunal Constitucional de Portugal.

Normalmente os estadistas são associados a algum partido político, excepção do general Ramalho Eanes, mas isto não quer dizer que tenham chegado ao cargo com o apoio de um partido político. Ou até podem ser apoiados por mais de um partido.

Como virar presidente da república?

Os partidos com assento parlamentar já têm os seus candidatos apresentados. João Ferreira (CDU), Marisa Matias (BE) e André Ventura (CHEGA) vão a votos apadrinhados pelas forças que sempre defenderam. Já a antiga eurodeputada socialista conta com o apoio do Livre, isto porque o seu partido (que está algo dividido nesta matéria) deverá secundar, tal como o PSD, Marcelo Rebelo de Sousa.

O actual presidente, que ainda não confirmou a sua candidatura, foi eleito em 2016 com 52% dos votos logo na primeira volta. O chefe de estado lusitano, que tem agregado apoios junto do PSD e do PS, tem aparecido em primeiro nas sondagens e ambiciona a uma maioria absoluta e eleição a primeira volta. Quando nenhum candidato alcança a maioria, os dois candidatos mais votados passam a uma segunda volta.

Caso haja uma segunda volta, e segundo as sondagens, as eleições seriam disputadas por Marcelo Rebelo de Sousa e Ana Gomes.