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Mesmo com Portugal em confinamento, Úrsula Von der Leyen e um pequeno grupo de membros do Colégio de Comissários visitaram Lisboa para marcarem o início da presidência portuguesa da União Europeia, que vai ocorrer durante todo o primeiro semestre de 2021.

Na capital portuguesa, a presidente da Comissão reuniu-se com o primeiro-ministro António Costa. Deste encontro saiu o convite a todos os estados membros e respectivas instituições para participarem na Cimeira Social, que vai acontecer a 7 de Maio no Porto.

«A dimensão social da UE é absolutamente fundamental para garantir que a dupla transição de que as nossas sociedades necessitam é justa e inclusiva, não deixando ninguém para trás», disse o primeiro-ministro português mas a preocupação com as pessoas e o seu bem-estar é algo que partilha com a presidente da Comissão.

Nesta cimeira, como foi explicado, os temas centrais serão o reforço da dimensão social do projecto europeu para que seja possível fazer frente aos desafios ligados às alterações climáticas e à transição digital, garantindo que ninguém fica para trás, compromisso assumido pelos diferentes líderes europeus, que defendem que a recuperação pós Covid deve ser inclusiva, sustentável e resiliente.

Em relação a tão aguardada «bazuca» monetária europeia, é esperada que a mesma seja activada ainda durante a presidência portuguesa.

Vacinas garantidas e passaporte

Durante a visita a Portugal, e após notícia que reportava um atraso nas vacinas, Von der Leyen garantiu que as vacinas da Pfizer encomendadas para serem entregues no primeiro trimestre irão decorrer no tempo previsto mas se houver algum atraso o processo de vacinação poderá ser afectado, já que cada vacina necessita de duas doses. Em Portugal, de momento, estão a ser dadas apenas metade das doses disponíveis para prevenir algum atraso no fornecimento que possa acontecer.

Já a proposta do executivo grego para um passaporte de vacinação é algo que agrada, pois permite viajar e trabalhar sem incómodos, o que ajudaria a levantar a abalada economia europeia, mas Úrsula Von der Leyen referiu que é necessário identificar «regras comuns» para que esta ideia possa ser colocada em prática.