Natalidade em Portugal e em Espanha pode ser a mais baixa do século devido a pandemia

Para combater a queda da natalidade, António Costa anunciou no congresso do PS medidas de apoio para as famílias

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Com os grandes momentos de crise, como é o caso da Covid-19, as populações mudam os seus comportamentos, o que leva a que tenhamos um baby boom ou um retrocesso demográfico. Um estudo da Universidade Bocconi de Itália e publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences indica que a pandemia fez com que a natalidade bruta caísse. Para avaliar a forma como a doença influenciou as taxas de natalidade, os autores recolheram dados mensais de Janeiro de 2016 a Março de 2021, durante a primeira vaga da pandemia.

Dos 22 países analisados, sete tiveram uma diminuição da natalidade para lá do previsível. Foi no sul da Europa que esta queda foi mais acentuada e em Espanha (-8,4%) e Portugal (-6,6%) são duas das nações que menos nascimentos tiveram no último ano e nos próximos dois anos as taxas de natalidade podem ser as mais baixas deste século. Em Itália e na Hungria também houve uma queda acentuada nas taxas de natalidade.

Em Espanha houve uma recuperação da taxa de natalidade em Março de 2021, comparando com a de Junho de 2020. Já em Portugal, em 2021 e no início de 2022, o indicador de fecundidade pode, pela primeira vez, ficar abaixo da cifra dos 80 mil nascimentos. Nunca nasceram tão poucos bebés em Portugal. Esta queda nas taxas de natalidade a largo passo, algo que acontece na Península Ibérica há bastante tempo, pode ter implicações políticas nos cuidados infantis, na habitação e no mercado de trabalho.

Durante o último congresso do PS, o primeiro-ministro e secretário-geral António Costa defendeu mais creches e apoios no IRS para famílias com mais de um filho. Um subsídio mensal por cada filho para aumentar natalidade é uma das medidas defendidas por investigadores para reverter esta situação que já se traduziu nos últimos Censos, já que nos últimos anos Portugal perdeu 214 286 pessoas. A ministra da Coesão, Ana Abrunhosa, defende que para manter a população portuguesa e conseguir fazer cumprir o Plano de Recuperação e Resiliência serão necessários os imigrantes pois para além de ajudarem na taxa de natalidade também reforçam a mão-de-obra.

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