As Conferencias Episcopais portuguesa e espanhola investigam alegados casos de abusos sexuais

A Igreja portuguesa anunciou a promoção de um «estudo histórico» ao comportamento dos últimos 70 anos

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A Igreja portuguesa anunciou que vai promover um «estudo histórico» ao seu comportamento nos últimos 70 anos. Esta investigação tem como objetivo de apurar possíveis casos de abusos sexuais a menores por parte do clero lusitano. Já está disponível um um site com os contactos telefónicos e de email de todas as comissões diocesanas criadas para acolher eventuais denúncias. Também será criada uma comissão nacional, sem data para entrar no ativo, que vai atuar com total independência. Esta deverá ser composta por um conjunto de especialistas.

D. José Ornelas, presidente da Comissão Episcopal Portuguesa e Bispo de Setúbal, afirmou não ter conhecimento da dimensão do problema no país mas defendeu que se deve « para investigar tudo, seja em que tempo for». A mais recente história a envolver um membro do clero português com um comportamento menos próprio envolve um padre que mandou mensagens telefónicas de cariz sexual a um menor de idade. Este caso já foi reportado às autoridades.

Investigação aos abusos sexuais de crianças na Igreja Espanhola

O caso francês tem feito escola e a Igreja católica de Espanha também tem estado a investigar o comportamento dos seus membros. Em território espanhol estão a trabalhar 31 mil sacerdotes. A Conferencia Episcopal entregou ao Vaticano 220 casos de abuso sexual de crianças. 76 acusações são contra padres e 144 envolvem membros de ordens religiosas. Estes números não envolvem membros não clérigos da Igreja e atualmente apenas 69 casos permanecem abertos. O jornal El País defende que estes números são superiores e que existem 817 vítimas.

Nos últimos 20 anos, o tempo que engloba a investigação mundial que a Santa Sé está a realizar, foram reportados no país um total de 220.000 acusações de abusos infantis entre a população em geral.

Os problemas na Igreja e a questão francesa

O flagelo dos abusos sexuais dentro da esfera da igreja sempre existiram mas foi, primeiramente, com o Papa Bento XVI e agora com o Papa Francisco que o combate a esta prática foi intensificado. Em França foram registados 330 mil crimes de abuso sexual na Igreja, praticados por cerca de três mil pessoas, dois terços eram padres. Para pagar às vitimas destes abusos, os Bispos comprometem-se a usar as reservas das dioceses e a vender imóveis para pagar as indemnizar os prejudicados.

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