04/04/2025

Gulbenkian empresta obras de artista veneziano ao museu madrileno Thyssen-Bornemisza

Ambos museus habitualmente costumam emprestar obras um ao outro, usando a arte como forma de aproximar os povos

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A Gulbenkian emprestou a sua coleção Guardi ao museu Thyssen, de Madrid. Onde poderão ser vistas 19 obras do pintor veneziano Francesco Guardi, e do seu filho Giacomo, que são da Fundação Gulbenkian. Este pintor é um dos mais representativos e que podem ser vistos em Lisboa no Museu Gulbenkian, que no último verão abriu uma nova instalação que foi nos seus primeiros dias visitada por milhares de pessoas. Em Lisboa, a exposição dedicada a Lisboa tem uma sala própria.

Guardi é considerado como «o último dos grandes pintores venezianos». Estas obras vão estar em diálogo direto com uma obra de Canaletto (1697-1768) que serviu de inspiração a Francesco Guardi (1721-1783) e que pertence à coleção Thyssen-Bornemisza. Esta exposição pode ser vista até ao mês de Maio, mais precisamente até ao dia 11. A apresentação da exposição em Madrid contou com a presença do diretor do Museu Calouste Gulbenkian, António Filipe Pimentel. Para além da exposição haverá conferências e um concerto que serão realizados numa colaboração entre as embaixadas de Portugal e de Espanha. Para o embaixador português em Madrid, João Mira Gomes, a cultura tem um papel fundamental na «missão de aproximar os povos e os públicos». Algo que os dois museus têm feito regularmente.

Tanto António Filipe Pimentel como Guillermo Solana (o responsável pelo Thyssen) destacaram a colaboração «de muitos anos» entre os dois museus, que tem incluído empréstimos mútuos regulares e de «obras que normalmente não se emprestam» ou a coorganização de exposições. A última aconteceu em Outubro, em Lisboa.