O presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, terminou aquela que deverá ser a última visita oficial ao Brasil. A visita começou pelo Recife, onde recebeu um título Honoris Causa e visitou o Hospital Português da cidade. Na Universidade, local que conhece bem (já que foi professor), Marcelo Rebelo de Sousa falou sobre a defesa da democracia. Tema cada vez mais forte num momento em que as extremas-direitas ganham cada vez mais força, especialmente na Europa e nos Estados unidos de Trump. O presidente de Portugal concorda com o seu homólogo brasileiro na questão de que «o mundo mudou», já não sendo tão eurocêntrico como antes. A aliança entre Portugal e o Brasil é vista como «fraterna».
Marcelo viu esta homenagem, que aconteceu no estado de Pernambuco, não apenas a si mas a «todo o povo português». O político português é descrito como «inquieto, intelectual e meio louco». Foi com este elogio que foi apresentado com um Honoris Causa. Foi a nona visita de Marcelo como chefe de estado a um país que conhece bem, já que os seus pais viveram aí depois da queda do Estado Novo. Durante a visita, Marcelo anunciou a abertura de cinco novos consulados no país. Algo que é um pedido antigo não só de brasileiros mas também portugueses que sempre pediram uma melhoria nas condições.
Esta visita, onde esteve acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, aconteceu após o convite do seu homólogo, Lula da Silva. Marcelo foi recebido com uma cerimónia de boas-vindas e depois ainda passou pelo Senado, Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal (de Alexandre de Morais). “As relações entre Brasil e Portugal vão muito além da dimensão histórica. Há interesse mútuos», lembra o presidente português. Que pretende reforçar as excelentes relações bilaterais existentes entre os dois países. Especialmente em áreas como a saúde, os investimentos ou a educação. Temas que serão tratados na Cimeira.
Lula o recebeu no Palácio do Planalto, em Brasília, antes da Cimeira Luso-brasileira, que vai para a sua 14.ª edição. Ao lado de Marcelo e Lula, Luís Montenegro vai entregar o Prémio Camões à poeta brasileira Adélia Prado. É considerada a maior poetisa brasileira viva. Marcelo planeia visitas de despedida à Santa Sé, Espanha e Brasil, em 2026, antes de sair de Belém.