O Governo de Lisboa está disposto a chegar aos 2% do PIB em gastos de defesa. Este investimento deverá ser alcançado até 2029. O que corresponde a cerca de 700 milhões de euros adicionais.
Para Montenegro, o aumento não vai colocar em causa o equilíbrio financeiro ou o Estado social. O aumento do investimento foi garantido ao novo secretário-geral da NATO, Mark Rutte. Este lembra que os investimentos inferiores a 2% «não serão suficientes para enfrentar os desafios do amanhã». Também advertiu que o armamento que a Rússia tem pode chegar a Lisboa mas em caso de ataque nuclear ao território europeu, apenas a península ibérica não seria diretamente afetada em caso de ataque. Também advertiu, em tom algo jocoso, que talvez a Europa tenha que aprender a falar russo.
A visita ao território aconteceu no dia em que se comemorou os 80 anos da libertação do campo de Auschwitz. Para além de Portugal, o secretário-geral da NATO esteve em Madrid, onde se reuniu com Pedro Sánchez (nome que muitos apontaram ao cargo que agora ocupa). As reuniões fazem parte da preparação da cimeira da NATO, que este ano se realiza em Haia. O holandês, que fez a sua primeira visita oficial a capital portuguesa neste novo cargo, esteve reunido com o primeiro-ministro Luís Montenegro, com quem almoçou.
Também houve uma reunião entre Mark Rutte e o presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e os ministros responsáveis pelas pastas da Defesa e dos Negócios Estrangeiros (Nuno Melo e Paulo Rangel). Portugal é um dos países fundadores da NATO.