Marta Temido, a popular ministra que se demite a meio da madrugada

Ministra da saúde apresentou a sua demissão devido ao caos nos serviços de obstetrícia

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Marta Temido, uma das ministras que acompanhou António Costa desde o seu primeiro governo, apresentou a demissão do cargo que ocupava na saúde. Temido, a ministra ambiciosa e leal ao primeiro-ministro (a quem muitos viam como sucessora de Costa), acabou por sair pela porta pequena depois de ter sido uma das mais populares. Uma das medidas que a ministra pretendia implementar era a criação do cargo de CEO do SNS e Costa já disse que a próxima pessoa no cargo irá continuar os passos dados pela agora demissionária ocupante deste cargo.

O PS já veio a publico agradecer o trabalho feito nestas legislaturas por Marta Temido. Devido ao seu desempenho da gestão da pandemia, onde aparecia nos ecrãs ao lado de Graça Freitas quase todos os dias, chegou a ser uma das mais queridas pelos portugueses. Outra figura do ministério da saúde português bastante conhecido, o secretário Lacerda Salles, também apresentou a sua demissão.

O seu pedido de demissão, já aceite, mas que só deverá acontecer em setembro, acontece devido a um verão horribilis no SNS. O Serviço Nacional de Saúde é visto como um dos feitos dos governos socialistas durante a democracia, mas sempre foi alvo de muita contestação. A falta de profissionais, já que muitos saíram do país ou para o privado, está a causar bastante confusão nas urgências de obstetrícia em todo o país com Hospitais a fecharem mais de um dia e grávidas a viajarem mais de 100 quilómetros para terem os filhos.

As notícias diárias e as críticas, tanto dos profissionais da saúde como dos partidos políticos, fizeram com que a sua taxa de aprovação caísse a pique. Marta Temido apresentou a sua demissão após o anúncio da morte de uma grávida, os contornos estão a ser investigados. Esta é a primeira baixa dos cinco meses de governo de António Costa.

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