Para por fim a crise, o novo Governo de Moçambique assinou com toda a oposição (exceção do candidato Mondlane) um acordo de «tréguas l» que estará em vigor até Abril. Este acordo pretende reformar o estado e aumentar o diálogo político entre as diferentes fações. Prevê-se indultos aos condenados dos protestos pós-eleitorais. O presidente Daniel Chapo descrevi as manifestações como «violentas, ilegais e criminosas».
Maputo voltou a ser abalada pela violência que saiu das últimas eleições. Em Moçambique continua a «jorrar-se sangue». O mais recente caso de violência, onde 16 pessoas (incluindo menores), aconteceu numa passeata onde também esteve o antigo candidatos a presidente, Venâncio Mondlane. O antigo candidato já foi notificado pelo Ministério Público em pelo menos dois processos que saíram das manifestações dos últimos meses. Os protestos diminuíram de escala mas continuam a acontecer em vários pontos do país. Desde Outubro, pelo menos 353 pessoas morreram, incluindo cerca de duas dezenas de menores, e cerca de 3.500 ficaram feridas durante os protestos que danificarem 677 estabelecimentos comerciais.
Na última semana, o presidente Daniel Chapo prometeu medidas severas contra as manifestações. As ONGs ligadas aos direitos humanos já prometeram levar estes casos de violência policial contra pessoas desarmadas a instituições judiciais internacionais. A população tem vindo a apontar o dedo a atuação das forças policiais.
Os excessos polícias e a repressão já foi lamentada pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. A acalmia política em Moçambique está a trazer ganhos financeiros, os maiores desde Setembro do ano passado. Os protestos pós-eleições, que tiveram (e continuam a ter) mortos e feridos, de Outubro tiveram um impacto negativo na economia. Que tem na exportação de algodão uma das suas maiores forças.
Só na província de Maputo, que fica a sul de Moçambique, estima-se que existam danos em mais de 500 quilómetros das estradas devido aos pneus queimados nos protestos. Fora do contexto político, Moçambique prepara-se para um novo fenómeno meteorológico de alto nível, como é o caso de um ciclone tropical vindo do Índico.
Nem tudo é negativo, já que em Moçambique foi descoberto o maior fóssil de um predador. Mais precisamente um gorgonopsiano com cerca de 260 milhões de anos e era um dos maiores da sua época. Este é um ancestral dos mamíferos. O achado coloca Moçambique no mapa das grandes descobertas paleontológicas. A equipa de paleontólogos que fez esta descoberta também faz parte um português.