Objetos de Saramago foram doados para o Museu do Nobel para ajudar a florescer o legado do escritor no mundo

Para além de Lisboa e de Lanzarote, alguns dos objetos do Prémio Nobel podem ser vistos em Estocolmo, onde também houve um seminário de estudos ibéricos

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Depois de ter prometido o único Prémio Nobel da Literatura português José Saramago, Pilar del Río entregou alguns dos seus objetos ao Museu do Nobel. Este museu, que fica na cidade sueca de Estocolmo, recebe desta forma os objetos do escritor que fez esta promessa em 2005. Agora, para além de Lisboa e de Lanzarote (Espanha), também é possível contactar com objetos pessoais de Saramago na Suécia.

Desta coleção faz parte uns óculos usados pelo escritor, objeto escolhido pelo próprio Saramago. Estes óculos estão representados na capa do livro «A Estátua e a Pedra», uma metáfora que explica o trabalho do autor lusitano. Também foram entregues manuscritos e livros pertencentes ao casal, como é o caso de «Viagem a Portugal».

A entrega foi feita pela sua viúva e a presidente da Fundação Saramago, a jornalista espanhola Pilar del Río. «Os escritores escrevem para ser lidos e quero que todas as coisas de Saramago se espalhem pelo mundo inteiro. Quero que as pessoas leiam, toquem nos livros de Saramago e vejam estas coisas. Saramago é nosso, é de todos», disse Pilar.

O autor do filme «José e Pilar», Miguel Gonçalves Mendes, também ofereceu um exemplar desta longa ao museu sueco. A visualização deste filme aconteceu no Instituto Cervantes de Estocolmo. Na mesma cidade haverá um seminário sobre estudos ibéricos na Universidade de Estocolmo, com a participação do professor Antonio Sáez Delgado.

Foi em 1998 que Saramago ganhou o mais conhecido prémio da literatura mundial. Várias são as iniciativas que são feitas para assinalar o legado do escritor e a mais recente aconteceu na aldeia da Azinhaga, de onde é natural, e onde houve uma leitura viva do «Ensaio sobre a lucidez».

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