Os «Suisse Secrets» levantam o foco sobre a proveniência do dinheiro dos mais poderosos

Portugueses, espanhóis e venezuelanos fazem parte da lista apresentada nesta investigação jornalística internacional

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A investigação «Suisse Secrets», levada a cabo por um consórcio de jornalistas internacionais, revelou que o Crédit Suisse manteve durante vários anos fortunas conseguidas graças a corrupção e ao branqueamento de capitais. O valor acumulado nestas contas era de 88 mil milhões de euros. Os dados de 18 mil contas bancárias foram divulgadas por esta investigação que segue os passos dados pelos «Panamá Papers».

O banco terá ignorado acusações de corrupção e escândalos relacionados tanto com o antigo ministro da energia venezuelano, Nervis Villalobos (que está a ser investigado tanto em Espanha como em Portugal), ou o bisneto de Franco, Luís Alfonso de Borbon (presidente de honra da fundação que o antigo ditador tem). Da Guiné Equatorial, país que faz parte da CPLP, chega a família mais poderosa, os Obiang. Esta família, que vive às custas do petróleo encontrado na Guiné (onde 70% da população vive na pobreza), teve 668 mil euros depositados nesta instituição bancária.

O português António Horta-Osório foi presidente do Crédit Suisse durante nove meses. Da lista vazada, 100 nomes destacam-se por serem portugueses. Destes, Álvaro Sobrinho e Hélder Bataglia são os nomes mais conhecidos. Tanto Bataglia como Sobrinho são suspeitos de desvio de capitais. O luso-angolano Álvaro Sobrinho foi beneficiário de 12 contas. Já Hélder Bataglia, homem que esteve por detrás do braço não financeiro do antigo Grupo Espírito Santo Angola, teve 10 contas no banco suíço e os dois homens compartilharam três contas. Estas foram abertas no dia 26 de Janeiro de 2011 através de offshores.

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