Palácio das Necessidades, o centro da diplomacia lusa

O palácio foi a única residência oficial que sobreviveu ao terremoto de 1755

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Anteriormente residência dos visitantes ilustres que estavam no Reino e um dos poucos edifícios em Lisboa que resistiu ao terremoto de 1755 e como tal mantém praticamente intacta a sua traça do século XVIII deste edifício barroco. Esta foi a única residência oficial que resistiu ao desastre natural que no dia 1 de Novembro abalou o «rosto» do Reino luso. A implementação da República, em 1910, e o bombardeamento, fez com que tanto o interior como o exterior do edifício fossem danificados.

Actualmente, o Palácio das Necessidades continua a desempenhar um papel de extrema importância na vida política do país já que é onde se encontra o Ministério dos Negócios Estrangeiros português. Depois de um tempo no Terreiro do Paço, a diplomacia portuguesa encontrou a sua casa com no vale com vista para o Tejo e sempre iluminado pela luz característica da cidade. Perto do Palácio das Necessidades temos um jardim ao estilo português e a conhecida Tapada. O seu amplo espólio de obras de arte pode ser admirado em vários museus, inclusive no Palácio da Pena.

Mesmo com obras de adaptação feitas em 1950 pelo arquitecto Raúl Lino, as suas inúmeras salas temáticas (foi na Sala dos Embaixadores, antiga Sala de Jantar, que o ministro dos Negócios Estrangeiros português Augusto Santos Silva respondeu com o seu homólogo espanhol às perguntas dos jornalistas ibéricos), as suas paredes pintadas de rosa, candelabros, vasos de porcelana chineses e frescos que relembram outros tempos discute-se os assuntos mais importantes da postura portuguesa com a política internacional.

O Palácio das Necessidades, que começou por ser um convento e ainda mantém os sinos da capela (segundo reza a lenda foi mandada construir após a fuga de um casal de tecelões que saiu da cidade devido a Peste), fica na freguesia da Estrela e o primeiro monarca português a envolver-se com o espaço que hoje conhecemos como o palácio foi D. João V que se empenhou pessoalmente nas obras e colocou no convento a Congregação do Oratório de Lisboa, que deu aulas neste local, especialmente de disciplinas ligadas às Humanidades e Ciências. A famosa Biblioteca do Convento, que chegou a ter mais de 30 mil volumes, recebeu as primeiras Cortes Constituintes, a 26 de Janeiro de 1821.

O Palácio, que foi residência em Portugal de ilustres como o futuro rei Jorge IV ou o Duque de Wellington, foi casa de inúmeros reis e rainhas portugueses que deixaram o seu contributo tanto na história do país como na arquitectura e decoração desta pérola lisboeta. Durante o reinado de D. Carlos, o rei Afonso XIII de Espanha foi um dos monarcas que visitou este local que séculos depois continua a receber as mais altas figuras da política mundial. A sua sobriedade e imponência continuam presentes em cada recanto deste monumento arquitectónico de interesse público que em pleno 2021 continua isolado da malha urbana mesmo estando no centro de Alcântara.

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