Responsável pela diplomacia portuguesa visitou Angola e lembrou a reconciliação com a história feita nas últimas cinco décadas

Agilidade nos vistos e visita aos túmulos dos soldados fizeram parte da agenda de Paulo Rangel na visita que o diplomata fez a Angola

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O responsável pela diplomacia de Portugal, Paulo Rangel, deslocou-se a Angola para tratar vários assuntos que provam a reconciliação que os dois países tiveram nos últimos 50 anos. Em 2023, a concessão de vistos de Angola para Portugal aumentou 43%. O que representa 57 mil documentos. O governo português pretende aumentar a mobilidade na CPLP. A visita de Paulo Rangel a Luanda foi apresentada para se assinarem 17 instrumentos jurídicos. Economia, investimentos e formação profissional serão alguns dos temas que vão ser abrangidos nessa acordos. O responsável pela diplomacia portuguesa relembra que Angola é mais do que petróleo e existem vários investimentos que os empresários portugueses podem fazer neste país. A economia angolana pretende revitalizar-se e aqui Portugal pode ter uma palavra a dizer.

Estes serão assinados em Julho, quando o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, visitar o país. A relação bilateral entre Portugal e Angola continua a ser revista. Sobre as questões internacionais, o responsável pela diplomacia portuguesa lembrou a grande «convergência» que os dois países apresentam. Depois de Espanha reconhecer o estado da Palestina, Portugal está disposto a receber crianças da Faixa de Gaza que precisem de cuidados médicos.

A diplomacia angolana tem um papel cada vez mais relevante não só em África mas no mundo. Esta reconciliação está a acontecer especialmente com a história. Para o governante português este é um exemplo para o mundo, onde precisamos de paz. «Estes soldados morreram ao serviço do seu país, independentemente de estarem numa guerra que era injusta como depois se veio a reconhecer», afirmou Paulo Rangel.

No último dia desta visita esteve no cemitério de Santa Ana (em Luanda), onde repousam os restos de mais de 450 soldados portugueses. Estas talhões estão a ser recuperados. Algo que faz parte dos 50 anos do 25 de Abril. «Acho que nestes 50 anos temos obrigação de homenagear todos aqueles que contribuíram para que hoje possamos estar aqui com relações excelentes e de respeito mútuo”, disse o ministro que terminou a ler o poema “O menino de sua mãe”, de Fernando Pessoa.

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