Seis meses depois do último sismo de magnitude sentido em Portugal, o país voltou a «tremer». Ao contrário do anterior, que foi registado de madrugada, este aconteceu um pouco antes das 13:30 e registou (apesar de algumas contradições) 4,8 na escala de Ritcher. O que significa que foi sentido já com alguma intensidade, ao contrário dos anteriores que apenas são registados pelas máquinas ou sentidos pelos animais.
Segundo a Proteção Civil, não foram registados danos patrimoniais como pessoais. Muito graças a melhoria nas construções e ao conhecimento das regras a seguir. Como é o caso de esconder em locais robustos (como pode ser ao lado de um armário, já que estes caem para a frente e não de lado) e fechar o gás. O abalo foi registado a superfície, o que fez com que fosse sentido com mais intensidade numa região que engloba um total de 3 milhões de pessoas. Além de ter sido sentido na área de Lisboa, o abalo foi ainda sentido com menor intensidade nos concelhos de Odemira (Beja), Coimbra (Coimbra), Albufeira, Portimão (Faro), Alcobaça, Leiria (Leiria), Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Oeiras, Vila Franca de Xira, Amadora, Odivelas (Lisboa), Abrantes (Santarém), Barreiro, Moita, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Sines (Setúbal). O sismo levou à evacuação de escolas e centros de saúde no Seixal. Após o sismo, Moedas transmitiu uma mensagem de confiança aos lisboetas mas a verdade é que a aplicação prometida em Agosto do ano passado ainda não está totalmente ativa.
O abalo apenas durou seis segundos mas a intensidade fez com que vários objetos caíssem ao chão. Para além de ser descrito o barulho da própria terra a tremer. Situação cada vez mais frequente, sendo esta uma região de perigo de sismo. No abalo de Agosto chegou-se a temer que a Serra do Risco, que fica no Parque Natural da Arrábida, pede-se cair para o mar. Caso o mesmo acontecesse poderia formar uma onda gigante. Os mesmos problemas não foram registados no mais recente abalo.
Um dos maiores da história, em 1755, arrasou Lisboa e o seu impacto atravessou o Atlântico e foi sentido no Brasil. Há sempre um líder político português neste país quando há um sismo em Portugal. O de Agosto teve Luís Montenegro ali de férias e o de ágora Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Rangel em visita oficial.
O epicentro deste sismo, que aconteceu em terra, aconteceu a 24 kms de Lisboa. Para além da capital, Setúbal foi o outro sítio onde este abalo foi sentido com mais força. Sevilha, Huelva e Badajoz foram algumas das cidades de Espanha que sentiram o sismo que teve o seu epicentro na zona da Grande Lisboa, mais precisamente na Fonte da Telha (perto do Seixal, onde o Benfica tem o seu centro de estágios). Um dos registos deste abalo foi feito pelos meios de comunicação presentes no centro do Benfica, que vai jogar para a Champions, que gravaram a cadeira do treinador a tremer. Uma beach cama, na Costa da Caparica, também captou a praia a tremer durante este sismo.
Nas redes sociais descreve-se um cenário «aterrador» e que ninguém quer repetir. No outro lado da fronteira, o sismo foi sentido mas não com a mesma intensidade de Portugal.