Connecting Europe Express parte de Lisboa para fazer viagem única

Promover o uso da ferrovia e a melhoria das suas estruturas são as primeiras paragens de um longo caminho

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O Connecting Europe Express, comboio que vai fazer uma viagem de 20.000 kms por 46 países diferentes, partiu da plataforma 6 da Gare do Oriente, em Lisboa, em direcção a Paris. Pela primeira vez na história dos caminhos-de-ferro, um único comboio vai passar, durante 36 dias, por todas as capitais europeias. As passagens por Lisboa, Liubliana e Paris liga de forma simbólica as três últimas presidências do Conselho da União Europeia.

Para marcar entrada nos diferentes países, no vagão do condutor estará a bandeira da nação anfitriã ao lado da europeia. Durante a viagem também haverá exposições interactivas e debates sobre os prós e contras da ferrovia que poderão ser acompanhados online.

A cerimónia deste expresso, outros dois vão andar pela Europa devido às diferentes bitolas usadas, contou com a presença do ministro das Infra-estruturas e habitação, Pedro Nuno Santos. «O comboio que parte de Lisboa leva consigo as expectativas de milhões de cidadãos», disse o ministro que acredita que muitas pessoas vão ir para junto das linhas para ver este comboio passar.

Sobre a ferrovia ibérica, Pedro Nuno Santos lembrou que «o caso de Portugal e Espanha é aquele onde as ligações ferroviárias fronteiriças são mais débeis, por estranho que possa parecer. Nós e os nossos amigos espanhóis estamos a modernizar e a construir novos troços que vão reduzir para menos de metade o tempo de viagem». Para além da ligação Lisboa-Madrid, espera-se que a conexão Porto-Vigo esteja concluída ainda durante esta década. Em 2019, Portugal era um dos países europeus com menor densidade ferroviária. Com o abandono de várias estações, estas estão a ser reaproveitadas em projectos inovadores como é o caso da maior ecopista Ibérica que está a nascer no centro de Portugal.

Passagem do Connecting Europe Express é usada para reivindicar melhores ligações

O lançamento do Connecting Europe Express é usado pela Plataforma salmantina de defesa da ferrovia para reivindicar a modernização da linha até Fuentes de Oñoro e a retoma de serviços terminados durante a pandemia, como foi o caso do Lusitânia Express. De forma inversa, os governos da França, Alemanha, Áustria e Suíça pretendem relançar o projecto «Trans Europ Express 2.0», que pretende dar uma nova vida a rede ferroviária europeia.

O Connecting Europe Express, iniciativa da Comissão Europeia que acontece no Ano Europeu da Ferrovia, pretende dar um maior foco a este transporte que é uma das grandes apostas não só para o transporte de mercadorias mas também de pessoas e um garante de coesão interna num continente que se quer verde e carbono free até 2050. O transporte ferroviário é responsável por 0,4% das emissões de gases de efeito de estufa, para além de ser o transporte terrestre mais seguro. «Ainda temos um longo caminho a percorrer e muito trabalho a fazer antes que a ferrovia se torne na opção de transporte preferida dos europeus», afirmou a Comissária para os Transportes, Adina Vălean.

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