Lisboa pintada de lilás pelos Jacarandás

Chegada a Lisboa vinda do Brasil, o Jacarandá traz exotismo e nobreza

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Quem conhece bem Lisboa deve ter reparado que na primavera e no verão a cidade «veste-se» de um lilás azulado e ganha um ar tropical (com sons de samba e tango) que pede uma foto para recordação. Ver os jacarandás tem tanto de belo como de normal, como é o caso da nossa luz única e o barulho dos elétricos a dobrar as esquinas. Abrace o seu lado «jacarandá» e cante «Purple Rain» enquanto admira as belas árvores lisboetas.

Sabe como os Jacarandás entraram em Portugal?

Esta árvore, que é a mais bela mas também a mais odiada pelos lisboetas, chegou graças ao Jardim Botânico da Ajuda que quis implementar o jacarandá, que é originário do Brasil, pelo mesmo ser totalmente diferente das árvores existentes no país dos carvalhos e dos sobreiros. Os jacarandás são nativos da Argentina, Bolívia e do Paraguai e desde que chegou a Portugal tem encanto todos aqueles que ao longo dos séculos as tem admirado e cantado, como fizeram poetas argentinos e o português Eugénio de Andrade.

Quando chegou ao reino de Portugal, no século XIX através dos barcos que vinham do outro lado do Atlântico, chegou-se a beber do líquido que sai destas belas flores. A árvore vinda do Brasil chegou a território europeu ainda antes da volta da corte que tinha partido durante as invasões napoleónicas. Os jacarandás não são só uma das belezas de Lisboa e em Pretória (África do Sul) dão mesmo nome a cidade sul africana. Segundo os especialistas em botânica terão sido mesmo os portugueses a levar os jacarandás para a África do Sul.

Com um ADN tropical, os jacarandás só dão flor abaixo da linha de Lisboa. Até ao final do verão, as ruas ficam pintadas de lilás mas a sua beleza não encanta todos devido ao cheiro intenso e a resina que as folhas deixam no chão quando caem e colam nos sapatos. Os jacarandás florescem duas vezes por ano e podem ser vistos em inúmeros pontos da capital, como é o caso do Campo Pequeno (onde os plátanos e as flores lilases fazem um belo contraste), avenida da Torre de Belém e o jardim que no Parque das Nações leva o nome da árvore mais fotogénica e exótica de Lisboa. Para os mais supersticiosos, se uma flor cair na sua cabeça e for um estudante em época de exames vai ter muita sorte.

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