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Os directores dos Institutos Camões e Cervantes, Luís Faro e Luís García Montero, apresentaram em Madrid, por via online, o estudo “A projeção internacional do espanhol e do português: o potencial da proximidade linguística”, que foi coordenado por Luís Antero Reto e Rebeca Gutierrez Rivilla.

O estudo contém vários artigos elaborados por diferentes especialistas. Este livro tem como objectivos: 1) Fundamentar os graus de intercompreensão linguística desde o ponto de vista semântico, morfológico, fonético, entre outros; 2) Analisar o valor económico e as suas debilidades; 3) Identificar sinergias para uma cooperação estratégica global.

Segundo as projeções deste estudo, o futuro trará o crescimento de ambas as línguas, inclusive a um largo prazo com um maior ritmo no português por se encontrar em Angola e Moçambique, zonas menos envelhecidas que a Iberoamérica. A estratégia de futuro passa por se converterem numas línguas de publicação científica, protagonistas da quarta revolução industrial do “Big Data”. Também se denunciou as práticas abusivas dos índices de impacto que as revistas anglófonas tem.

As conclusões a que Gutierrez Rivilla chegou são as seguintes:

– Consciência da irmandade linguística entre as duas comunidades.

– Esta consciência e proximidade linguística necessita, não obstante, de uma política linguística coordenada e continuada para fazer com que ambas as línguas ganhem um novo peso a nível internacional.

– Colaborar com o espaço Iberoamericano e lusófono, não só entre Espanha e Portugal. Um exemplo de ponto de partida é o trabalho feito pela Organização dos Estados Iberoamericanos (OEI).