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Com 10 novas crias, nascidas de 13 ninhadas já referenciadas anteriormente, o Vale do Guadiana é o local que mais está a ter novos exemplares de linces ibéricos, animal sempre muito ameaçado e que há algumas décadas chegou a ter pouco mais de 80 animais desta espécie de felino de pequeno porte. Segundo censos feitos em 2019 mas só disponibilizados agora, esta é a taxa de natalidade mais elevada em toda a península Ibérica.

Segundo o Instituto de Conservação Nacional de Florestas (ICNF), estes animadores resultados revelam «abundância de alimento, de disponibilidade e adequabilidade de habitat e de tranquilidade proporcionada pelos proprietários e gestores do território». A população também está cada vez mais consciente para a importância de preservar esta espécie tipicamente ibérica.

A reintrodução do lince ibérico

Os linces foram reintroduzidos nesta região lusa em 2015 graças aos esforços do projecto «LIFE+Iberlince». Este é um trabalho articulado entre as autoridades de Portugal e Espanha.

Só no Vale do Guadiana, que engloba localidades como Serpa, Mértola, Castro Verde e Alcoutim (num total de 300 quilómetros quadrados), existem 107 exemplares de linces ibéricos, 76 são adultos em idade de reprodução. No total, em todo o território ibérico, são 800 aqueles que vivem em liberdade e que são rastreados usando pulseiras electrónicas.

A ANP|WWF e a WWF Espanha lançaram uma votação online para escolher, até ao dia 22 de Novembro, o nome de três filhos de lince nascidos em Março. Os nomes propostos para um futuro baptismo destes animais são: Racha, Roja, Rosmarinus, Ría, Rimaya ou Reserva.