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Setenta e cinco anos após o fim da II Guerra Mundial e em plena pandemia de Covid-19, a Europa celebrou o seu dia através das novas tecnologias. Foi há precisamente 70 anos que os fundadores deste projecto assinaram a “Declaração Schuman” tendo em vista a esperança, paz, bem-estar e o futuro de 24 línguas. Objectivos tão válidos antes como agora.

Os diversos líderes líderes europeus tomaram a palavra para pedirem mais união e solidariedade para salvar o projecto europeu iniciado por Schuman e ao qual Portugal e Espanha, graças aos esforços de Mário Soares e Felipe González, se juntaram em 1986. Desde que os dois países ibéricos se juntaram ao clube europeu, muito mudou.

Marcelo Rebelo de Sousa relembrou o actual contexto que o mundo e a Europa, em específico, e pediu a que exista uma solidariedade verdadeira que fazem jus aos sonhos dos seus fundadores, que uniram-se depois do fim de uma guerra que dizimou, tanto a nível social como económico, o continente. Na nota, publicada no site da presidência, o chefe-de-estado português editou a nota “Europa será solidária ou não será”, onde Marcelo defende que as adversidades do presente só serão ultrapassadas no futuro se a solidariedade for muito mais que uma simples palavra e passarem para a acção.

Europa contra os nacionalismos e comemorações online

Também associados a este dia, o governo português, através do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, sublinhou que “mais do que nunca” é necessário recordar os valores que fundaram a União que tanto contribuiu para a consolidação das democracias e das economias dos vários países pertencentes a esta organização. Para António Costa, “a nossa força para enfrentar os desafios globais” é a Europa.

A mesma opinião tem os vários eurodeputados portugueses que já pensam numa UE pós-Covid-19. Esta seria uma união mais progressista, forte e que deve agir o mais rapidamente possível caso não queria colocar a sua existência em perigo.

Para além das diferentes opiniões políticas, este Dia da Europa foi comemorado pelo Gabinete do Parlamento Europeu com a música da orquestra Geração ou uma leitura de várias passagens dos “Lusíadas” nas várias línguas europeias.