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O Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), que congrega mais de 50 organizações portuguesas e espanholas, entre as quais a Quercus, afirmou que a continuação do funcionamento da central nuclear de Almaraz, pós 2020, “é de uma gravidade extrema”.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Sequeira, responsável da Quercus e um dos coordenadores do MIA em Portugal, afirmou que a associação ambientalista Quercus e o MIA vão solicitar uma intervenção urgente do Governo português sobre o assunto.

“A Quercus e o MIA vão solicitar urgentemente que o Governo português intervenha e tome posição contra este eventual prolongamento, dado que será o Governo espanhol, depois deste parecer favorável do CSN (Conselho de Segurança Nuclear), a tomar a decisão final sobre a questão”, sustentou.

O Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol autorizou o prolongamento do funcionamento da central nuclear de Almaraz, em Espanha, até outubro de 2028, sendo que impôs 13 condições e limites a serem cumpridos.

Em comunicado a que a agência Lusa teve acesso, o CSN informa que decidiu favoravelmente a solicitação da renovação da autorização de exploração da central nuclear de Almaraz, cuja vigência terminava em junho deste ano.

“O plenário do CSN acordou informar favoravelmente a solicitação da renovação da autorização de exploração da central nuclear de Almaraz (Cáceres), cuja vigência terminava em junho. Concretamente, permite o funcionamento da unidade I até 01 de novembro de 2027 e a unidade II até 31 de outubro de 2028, que iniciaram o seu funcionamento em 1981 e 1983, respetivamente”, explica, em comunicado, o CSN.

Nuno Sequeira sublinha que a informação relativamente ao parecer da CSN para a continuação do funcionamento da central nuclear espanhola de Almaraz pós 2020, “é ilógica, errada e de uma gravidade extrema, pois ela, infelizmente, viabiliza que esta central totalmente envelhecida e obsoleta continue a trabalhar e a colocar toda a Península Ibérica em risco até 2028”.

O partido de Pablo Iglesias, Unidas Podemos, é contra o prolongamento, e afirma que Almaraz é uma central “vencida e obsoleta”.

A central está a 110 quilómetros em linha reta da fronteira portuguesa.