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As regiões de Portugal e as províncias de Espanha, que têm fronteira com o país vizinho, alcançam os 4.195 casos (dados disponíveis a 25 de Março). A região norte de Portugal (1.517 casos), que inclui a zona do Grande Porto, tem 36% de casos positivos. As províncias galegas fronteiriças alcançam uns 18% (784 casos), igual na Extremadura (742 casos). Segue-se a província de Salamanca com uns 12% (533) da totalidade dos casos existentes na região da Raia (4.195).

O oasis raiano e peninsular do Coronavirus encontra-se em Zamora com uns 2% de casos (103), Alentejo com 1% (62 casos) e, finalmente, o território mais livre é o Algarve com 0,25% (12 casos).

As zonas puramente raianas, 50 quilómetros de cada lado da fronteira, tem menos propensão para contágios massivos por motivos diferentes, como é o caso da despopulação, a escassez a uma exposição internacional não ibérica que vai pouco mais que os camionistas que por lá passam e a baixa concentração industrial e urbana, que com algumas pequenas excepções do lado português (como é o caso do Fundão e de Castelo Branco) e a cidade de Badajoz. Não obstante, são zonas altamente envelhecidas e, como tal, mais vulneráveis ao vírus.

Dado que os hospitais estão nas capitais de província ou de comarca, a estatística não pode mostra-nos exactamente os casos exactos na fronteira. Temos disponíveis os seguintes dados parciais: Badajoz, com 248 casos e 37 nas cidades portuguesas raianas de Faro (9), Évora (5), Guarda (3), Bragança (4), Chaves (3), Mirandela (3), Arcos de Valdevez (3) e Viana do Castelo (7).

Em Chaves (Portugal), que forma parte de la Eurociudade Chaves-Verín, foram detectados carros de emigrantes portugueses que voltaram a Portugal para passar o confinamento, que também foi decretado nos países onde residem.