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A Xunta de Galiza abriu mão da sua candidatura à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) depois de Negócios Estrangeiros (Espanha) manifestarem o seu interesse em que fosse o Estado espanhol, no seu conjunto, quem se associar.

Assim foi relatado nesta terça-feira pelo secretário geral de Política Linguística, Valentín García, durante uma aparição parlamentar para dar conta da evolução da Lei Valentín Paz Andrade, que inclui ações desse tipo para promover vínculos com a lusofonia.

Em particular, o acesso como observador associado da Galiza à CPLP tinha sido proposto e reivindicado por unanimidade na Câmara galega. No entanto, explicou Valentín García, depois de comunicar essa opção ao governo central, Negócios Estrangeiros (Espanha) “expressou seu interesse que fosse o Estado espanhol que entrasse como membro observador associado”.

Essa possibilidade, disse ele, “está sendo gerenciada” e “a apresentação dessa candidatura ainda está sendo dada ao próximo plenário”, algo que “muda”, reconheceu o secretário xeral, a forma como “a Galiza será representada”. A oposição quer a manter a candidatura galega e criticou o “progresso mínimo” no desenvolvimento da Lei Paz Andrade após cinco anos.

Em seu discurso, Valentín García deu conta de alguns dados sobre a evolução da lei, especialmente no que diz respeito ao ensino de português na Galiza. De acordo com seus dados, no ano letivo 2019-2020 quase 2.900 alunos do ensino secundario e “bachillerato” estudaram português, 280 a mais do que no ano anterior. Juntos, adicionando alunos de escolas de idiomas oficiais, somaram 3.726 alunos.

O Consello de Cultura Galega, instituição pública estatutária, é observador consultivo da CPLP desde 2016.