Português

1.500 assinaturas coletaram, por meio de uma plataforma digital, um grupo de lusodescendentes para solicitar ao presidente da Assembléia da República um “português para todos”, para garantir “o direito de todas as crianças e jovens ao ensino de português em qualidade e livre no exterior”.

Os assinantes do manifesto consideram que as novas gerações de portugueses e lusodescendentes que vivem no exterior têm cada vez mais dificuldade em aprender a língua dos pais. Observam desde 2010 (Decreto-Lei 165/2006) uma “desvalorização e desinvestimento contínuo no ensino do português como língua materna”, a favor do ensino do português como língua estrangeira. Acreditam que ambos os esforços de investimento não devem ser contraditórios.

Também consideram um erro que o Ministério da Educação tenha perdido destaque nessa política e que tenha deixado de ser gratuita. Denunciam que, desde 2008, houve uma redução de 25% dos estudantes no curso de língua portuguesa como língua materna. Por todas essas razões, pedem para reverter as medidas dos últimos anos.

Entre as 1.500 assinaturas de lusodescendentes no mundo, uma parte é da Península Ibérica, Espanha e Andorra. No caso andorrano, o atual conselheiro socialista e lusodescendente, José Manuel da Costa, é quem lidera o apoio, que pede para assinar esta petição porque “os nossos filhos um dia mais tarde vão vos agradecer”.