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A vacina russa Sputnik V, que tem uma taxa de protecção de 98% após a toma das duas doses, está a ser avaliada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) mas a Itália, Espanha, França e Alemanha já têm acordos assinados com o fundo soberano russo para poderem, assim que possível, começar a produzir esta vacina contra a Covid-19. Portugal também poderá entrar nesta equação devido a IberAtlantic.

Numa entrevista dada a rádio Renascença, o CEO da IberAtlantic (e cônsul honorário da Rússia na Galiza), Pedro Mouriño, revelou que de momento estão a negociar a possibilidade de poderem produzir esta vacina na fábrica que a farmacêutica Zendal está a construir em Paredes de Coura. Caso a EMA permita que a Sputnik V seja administrada, e produzida, em espaço europeu, o consórcio galego começará a produção na Galiza e depois em Portugal.

Para tal, os armazéns em Porriño estão a ser alargados e a fábrica em território luso está a ser finalizada para que esteja pronta o mais rápido possível e assim contribua para a aceleração do processo de vacinação. Portugal pretende chegar ao fim do verão com 70% da sua população vacinada mas devido aos diversos atrasos que a entrega de vacinas na Europa está a sentir poderá não ser alcançada. O governo português anúncio que pretende vacinar professores e funcionários escolares já a partir do próximo fim-de-semana.

Em Itália a Sputnik V vai começar a ser produzida a partir de Julho e a vacina russa também poderá chegar a península Ibérica neste verão.