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O governo português, seguindo as pisadas do seu homólogo espanhol, apresentou o plano de vacinação contra a Covid-19. Esta apresentação, que ocorreu após uma reunião no Infarmed, explicou as fases em que consiste esta operação que começará em Janeiro mas ainda não tem data específica. Gratuita, universal e não obrigatória, as vacinas serão dadas pelo SNS e distribuídas em território luso usando as Forças Armadas.

Na primeira fase da vacinação, onde estão previstas inocular 950 mil pessoas, os utentes de lares de idosos e respectivos funcionários, profissionais de saúde e pessoas com mais de 50 anos e com doenças crónicas graves. Para Francisco Ramos, o responsável pela task force responsável por este processo, as datas estão dependentes da produção de novas doses. Portugal tem acesso a 22 milhões de vacinas (de 6 fabricantes diferentes), esperando que as mesmas cheguem durante o ano de 2021.

Na segunda fase de vacinação, que começará assim que a primeira termine, serão vacinadas pessoas saudáveis com mais de 65 anos e profissionais vitais ao funcionamento do país.

A terceira fase englobará o resto da população e o grande objectivo é encontrar uma imunidade de grupo, que apenas poderá ser alcançada após 95% da população estar vacinada.

O Infarmed acredita que 1 milhão de portugueses possam já ter estado em contacto com o virus. Para António Costa, já se vê «uma luz ao fundo do túnel mas o túnel é muito comprido e penoso» mas as medidas de contenção não podem esmorecer.

Do lado espanhol, muita coisa de igual

O plano de vacinação espanhol, que foi apresentado uma semana antes do português, também terá os idosos e os funcionários de instituições como os primeiros grupos a serem imunizados.

Entre Janeiro e Março o governo do PSOE pretende vacinar 2,5 milhões de pessoas e nos primeiros seis meses do ano pretende que grande parte da população já esteja vacinada. Para tal, este plano vai estar baseado em cinco eixos de actuação que vai passar por 13.000 pontos de vacinação.