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O ano de 2021, para a ONU, terá que ser sinónimo de fim a guerra contra a natureza senão, segundo vários relatórios da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e do Programa Ambiental das Nações Unidas, poderemos estar perante uma catástrofe climática sem precedentes. Desertificação, desflorestação e incêndios apocalípticos (como os da Califórnia e da Austrália) são alguns dos grandes problemas ambientais que prejudicam a sociedade e a vida no planeta como a conhecemos.

Durante a cerimónia de abertura dos trabalhos das Nações Unidas, dedicadas às alterações climáticas, António Guterres relembrou que «O ar e a poluição da água matam nove milhões de pessoas todos os anos, mais de seis vezes o número actual da pandemia». Para além dos óbitos provocados pela poluição, aqueles que são climaticamente mais vulneráveis (situados no hemisfério sul) acabam por ser também muito frágeis a nível político e financeiro. Os desastres ambientais custam, por ano, mais de 124 mil milhões de euros.

Para travar a crise climática, a ONU, na figura do seu secretário-geral, demonstra-se esperançoso pelo trabalho realizado por mais de 110 países para atingir uma neutralidade carbónica em 2050.

O continente europeu será o primeiro continente neutro, este é um dos grandes objectivos da governação de Úrsula Van der Leyen. Mas este não é um trabalho apenas dos governos. Para Guterres, consumidores, produtores e investidores «têm que fazer a sua parte».

O quinto aniversário do Acordo de Paris vai ser celebrado a 12 de Dezembro, na Cimeira da Ambição Climática, que este ano decorrerá de forma virtual.