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Depois de anunciado que as escolas não abriram mais neste ano lectivo e que as aulas passaram a ser dadas online ou pela telescola (que será emitida diariamente na RTP Memória), António Costa foi mais longe e durante uma entrevista a agência Lusa admitiu que o seu gabinete já estava a planear o mês de Setembro. E para debelar uma possível nova vaga epidémica no Inverno, o primeiro-ministro prometeu “revolucionar” o modelo educativo.

Acesso universal à Internet e a equipamentos, como tablets e computadores, são duas medidas de precaução caso tenha que se encerrar novamente as escolas. Este novo programa, que está a ser apelidado de “Magalhães 2”, pretende ser mais ambicioso do que aquele que foi lançado durante o governo, também socialista, de José Sócrates e que acabou com os pequenos computadores de capa azul a serem exportados para a Venezuela de Hugo Chávez. Este novo investimento, que será avultado, pretende abranger alunos do básico e do secundário. Do actual acordo conseguido pelo governo, nem todos serão abrangidos pois a rede de TDT ainda não cobre a totalidade do território nacional.

Completar a viagem iniciada

Em poucas semanas, segundo o ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, está a se fazer um esforço nunca de antes visto no pós II Guerra Mundial e a emigração para plataformas digitais, e acessíveis a todos, é um passo que foi iniciado com o desenvolvimento do programa “Magalhães”, que ofereceu computadores a todos os alunos. Costa explica esta nova medida de uma forma humorística e que relembra uma viagem iniciada por um outro Magalhães: “Para sermos generosos com os nossos vizinhos espanhóis até podemos dizer que é um programa [Juan Sebastián] Elcano, porque completa a viagem iniciada”.

Este programa, que é para ser implementado a partir de Setembro, pretende fazer cumprir uma das metas governamentais, que é a aceleração para uma sociedade mais digital e igualitária. Em Portugal, 80% dos agregados familiares têm acesso a internet.