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As competições de hóquei na Península Ibérica já estão finalizadas mas os desfechos foram bem diferentes. Em Portugal optou-se por não haver subidas, descidas ou um campeão atribuído na secretaria. Esta decisão estendeu-se para todas os desportos, exceptuando o futebol profissional. No caso espanhol, e mesmo sem os jogos terem sido concluídos, optou-se por atribuir o título de campeão ao Barcelona, equipa que estava em primeiro lugar no campeonato no momento da paragem e onde milita o hoquista João Rodrigues, uma das principais figuras da selecção portuguesa de hóquei e considerado por um site da especialidade como o melhor do mundo. Para além do capitão da equipa das quinas, Hélder Nunes também joga no clube blaugrana.

Só que a decisão de atribuir o título de campeão ao Barcelona fez com que algumas equipas galegas se revoltassem com a situação e o Liceo da Corunha, que era o segundo classificado, levantou a possibilidade de passar a competir em Portugal. Esta hipótese de levantada pelo director do clube, Anton Baldomir, que a EFE admitiu que caso essa hipótese existisse iriam a estudar com muito cuidado já que as deslocações a Portugal seriam mais económicas do que, por exemplo, rumar até a Catalunha.

Isto porque a OK Liga, que foi interrompida a uma jornada da final da sua época regular, é composta por 14 equipas (no próximo ano serão 16) e o Liceo é a única que não é da região da Catalunha.

Seria possível equipas galegas jogarem em Portugal?

Quem acompanha campeonatos como a Premier League, Ligue 1 ou MLS percebe que existe equipas de outros países a jogarem estas competições. Isto acontece por causa da proximidade geográfica ou cultural que acaba por tornar isto possível. No que toca a Portugal e a Galiza, estou a especificar apenas uma região mas podia referir-me a toda a Espanha, estes pontos de encontro acontecem. Mas serão que são tão fortes para a criação de uma liga unida ou, pelo menos, para ver equipa de um país a jogar no outro?

O jornal Público tentou responder a esta questão ao contactar tanto a Federação Portuguesa de Patinagem como a Espanhola. Se a portuguesa optou pelo silêncio, já o congénere espanhol, na pessoa do seu presidente, Carmelo Paniagua, diz que esse é um cenário sem viabilidade e caso o mesmo acontecesse, o Liceo da Corunha teria que começar na 3° escalão do campeonato de Portugal.

Regresso da Vuelta a Portugal pode estar em perigo.

Com vários calendários em perigo ou alterados devido a pandemia da Covid-19, a 75.ª edição da Vuelta a Espanha, que na sua 18.ª etapa teria a chegada ao Porto, poderá ser alterada. Javier Guillén, director desta prova, referiu a Rádio Marca que caso hajam alterações, estas serão mínimas.