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Abertura das fronteras e uma nova faixa são as novidades na Ponte Internacional do Guadiana, cujo trânsito passa a circular pelas duas faixas, em sentido España.

Em junho de 2017, a IP e o então ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, anunciaram a realização dessa obra, com um prazo de execução de 525 dias, tendo o ministro participado na ocasião, com o homólogo espanhol, numa cerimónia de apresentação junto à Ponte Internacional do Guadiana.

Em abril de 2019, a empresa pública que gere as estradas portuguesas respondeu que, “após a verificação de incumprimento por parte da empresa adjudicatária, Soares da Costa, S.A., que se revelou incapaz de dar início aos trabalhos, a IP viu-se obrigada a proceder à resolução contratual, que ocorreu a 21 de dezembro de 2017”.

Foi “necessário lançar um novo procedimento de concurso para a execução da empreitada, o que provocou o atraso do início da obra”, e depois, “já na fase de desenvolvimento dos trabalhos, verificou-se a existência de uma maior amplitude e diversidade de elementos a intervencionar, tendo-se concluído pela necessidade de se proceder à substituição integral do sistema de tirantes existente na ponte”, referiu a empresa.

“Esta situação só foi possível de detetar em fase de execução, após a desmontagem de elementos do sistema instalado, incluindo a realização de endoscopias ao interior dos tubos cofrantes e a medição dos respetivos desvios angulares dos tirantes”, justificou a IP.

A mesma fonte argumentou também nessa ocasião que teve que abrir “um procedimento de concurso complementar para a realização unicamente dos trabalhos de reabilitação dos tirantes” e proceder a “uma reprogramação dos trabalhos da empreitada, envolvendo duas intervenções em simultâneo, com novos planos”, que decorreriam, em simultâneo, durante os anos de 2019 e 2020.

As obras estão orçadas em cerca de nove milhões de euros, cofinanciados por Portugal e Espanha.