Tal como tinha anunciado, Venâncio Mondlane voltou a Moçambique após dois meses em local incerto. Na sua volta ao país, o líder da oposição afirmou que a sua volta pretende «quebrar a narrativa» que aponta Daniel Chapo como o verdadeiro vencedor das últimas eleições e denuncia um «genocídio silencioso» pois desde as eleições muitos tem sido os mortos, especialmente devido ao uso de força excessiva pelas ordens da força. Devido aos distúrbios que tem acontecido, muitos dos jornalistas que cobriram a chegada de Mondlane estavam de capacete e colete a prova de balas.
Segundo Mondlane, o retorno a Moçambique abre uma nova fase da contestação aos resultados das eleições gerais. Aos jornalistas o líder da oposição lembrou que caso lhe aconteça alguma coisa, o povo vai-se «levantar», o que poderia lançar sobre o país o medo de uma guerra civil. Venâncio Mondlane disse que votou a Moçambique para ser um «sujeito ativo da história» e que pretende que dentro de uma década, Moçambique seja um país melhor. A sua volta foi aclamada por uma multidão. Mas o seu discurso foi interrompido pela polícia. A oposição de Angola pede que o governo de Maputo proteja Mondlane para que nada aconteça a sua segurança. Será que Moçambique vai mudar e que a Venezuela vai ter um mesmo fim?
Mondlane afirma ser o verdadeiro vencedor das últimas eleições e nega fazer parte de algum futuro governo do partido do governo. Mondlane está em Maputo mas numa localização segura. À saída do aeroporto de Maputo, Venâncio Mondlane autoproclamou-se «presidente eleito pelo povo». O Conselho Constitucional de Moçambique marcou para 15 de Janeiro a tomada de posse do presidente que vai suceder a Filipe Nyusi. Daniel Chapo terá ganho as eleições com 65% dos votos. Mondlane diz que em Outubro foi roubado.
Estão a frente do país desde que este conseguiu a sua independência, há j cinquenta anos.