Aumenta o número de portugueses não-nascidos em Portugal, já perfazendo 16% da população portuguesa, dados do IRN. Ainda assim, existem cerca de 230 mil pedidos de nacionalidade pendentes na AIMA. Como vemos pelas notícias que saem regularmente nos meios de comunicação. Em Setembro do ano passado, o IRN lançou uma nova plataforma que permite acelerar os procedimentos para atribuição de nacionalidade, com automatismos e digitalização de documentos, com o objetivo de facilitar o processo que é altamente burocrático e que tem custos.
A população portuguesa, em 2023, era de 10,53 milhões de pessoas. Existe mais de um milhão de estrangeiros a viverem em Portugal. Os pedidos têm aumentado nos últimos dez anos, muito devido ao maior número de emigrantes a residirem no país. A maioria dos pedidos de nacionalidade vem por parte de cidadãos nascidos no Brasil. Estima-se que 20 milhões de brasileiros preenchem algum dos requisitos para conseguir a nacionalidade portuguesa.
A população portuguesa deverá aumentar ainda mais. Para pedir a nacionalidade o mesmo pode ser feito por pessoas que vivam no país há pelo menos cinco anos, sejam descendentes de portugueses (filhos, netos ou que estejam englobados pela lei da nacionalidade dos sefarditas) ou sejam nascidos em Portugal mas filhos de pais emigrantes. O que neste caso faz com que a pessoa herde a nacionalidade dos pais e a do local de nascimento (o mesmo podemos dizer dos portugueses que vivem fora do território nacional). Só entre 2015 e 2023, o Estado português concedeu um total superior a 250 mil atestados de nacionalidade. O que perfaz uma média de 30 mil concessões de nacionalidade. O passaporte português é um dos mais poderosos do mundo, já que permite viajar para 190 países ou territórios sem necessidade de visto.
Mesmo com este aumento, o Diretor do Observatório das Migrações acredita que a percentagem não é muito diferente das de outros países europeus.