Vilar Formoso, a fronteira em que convivem duas realidades

Inauguração do novo troço rodoviário afrouxa a fiscalização sanitária na fronteira

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Vilar Formoso, com a abertura da nova ligação rodoviária, apresenta duas realidades bem diferentes quando falamos do controlo sanitário que está novamente em vigor. Na antiga fronteira, bastante utilizada por aqueles que pretendem entrar em Portugal, as estradas continuam a ser fiscalizadas de forma aleatória. Quem vier de Espanha apenas tem que apresentar o certificado digital de vacinação. Já quem for proveniente de países de risco tem que juntar ao certificado um teste negativo à Covid-19. Pela fronteira de Vilar Formoso costumam entrar, diariamente, 600 a 700 pessoas.

A situação muda quando olhamos para a nova ligação da A25 a Espanha pela A62. Por este novo troço, inaugurado no dia 20 de Dezembro, é possível passar sem qualquer controlo sanitário. Este projeto é destacado pelos representantes de ambos os governos como bastante importante. O diretor-geral das estradas de Espanha, Javier Herrero, lembrou que a península Ibérica tem a maior rede de auto-estradas da Europa.

Uma nova forma de entrar em Portugal

Esta flexibilização nos transportes tem permitido que a entrada no país possa acontecer sem qualquer tipo de controlo. Isto se não houver paragens no centro da vila. Este fato e a falta de militares da GNR à entrada têm sido habituais desde que a nova ligação da rede transeuropeia portuguesa foi aberta.

Este desvio do trânsito é do desagrado dos comerciantes de ambos os lados da fronteira que temem perder receitas. Para além disto, os autarcas não festejaram o investimento no troço final da A25 pois defendem que o ato de não parar na localidade vai esvaziar os territórios raianos, especialmente Vilar Formoso e Fuentes de Oñoro. O alcaide de Fuentes de Oñoro, Isidoro Alanis, lembrou que «em 1992, com o fim das fronteiras, recebemos o silêncio dos governos, com a entrada do euro, recebemos o mesmo silêncio e agora voltamos a ter idêntica resposta quando estes territórios podem morrer».

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