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O festival «Correntes D’Escritas», que reúne na Póvoa de Varzim os maiores autores ibéricos, vai comemorar a sua 22° edição durante o mês de Fevereiro só que num formato digital. Devido a situação pandémica, as várias actividades vão decorrer online, onde os 154 autores convidados vão apresentar os seus trabalhos, trocar ideias e homenagear Luís Sepúlveda, escritor do Chile que morreu há um ano poucos meses depois de ter participado neste encontro.

Afonso Cruz, Alex Gozblau, Álvaro Laborinho Lúcio, Catarina Sobral, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Josep Maria Espirol, Juan Gabriel Vasquez, Lídia Jorge, Manuel Rui, Ondjaki, Alberto Manguel e a ministra da cultura Graça Fonseca serão alguns dos participantes nessas mesas que vão discutir o futuro da literatura em tempo de confinamento.

Fruto da edição anterior, vários escritores portugueses juntaram-se no Facebook para realizarem um trabalho conjunto.

Para além das mesas de conversa, leituras de contos e poesia ou os prémios de escrita, «As Penélopes» (grupo composto por 12 escritoras e 12 bordadeiras da tradicional camisola poveira) vão juntar-se para complementar a produção literária a de camisolas.

Um ano sem Sepúlveda

Luís Sepúlveda, que fez a sua última aparição literária no festival «Correntes D’Escritas», começou a sua carreira literária em 1969 e os seus mais de 20 títulos foram publicados em Portugal. A «História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar» é um dos títulos assinado por Sepúlveda e que faz parte do Plano Nacional de Leitura, programa que já ensinou várias gerações de portugueses a amarem a literatura.