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A 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que este ano teve que ser realizada virtualmente devido às imposições de ajuntamentos impostas pela pandemia, ficou marcada pelos extremos num encontro que tinha como tema «Tornar a ONU relevante para todos: Liderança global e responsabilidade partilhada para sociedades pacíficas, equitativas e sustentáveis».

Nos discursos pré-gravados dos chefes de Estado e de Governo dos diferentes países tivemos os mais variados apelos. Se o secretário-geral António Guterres decidiu alertar para o enorme desafio que a humanidade enfrenta, e que pode ser comparado a II Guerra Mundial, já Trump e Bolsonaro optaram por discursos de confronto que estão a ser criticados abertamente.

No caso português, que pelo segundo ano foi representado pelo primeiro-ministro António Costa, a mensagem centrou-se na defesa do multilateralismo, contrariando o mundo de «guerra fria» para o qual estamos a caminhar, como alerta Guterres que pediu um novo compromisso para que uma futura vacina seja distribuída de uma forma justa por todos.

Segundo o líder do governo português, a emergência global vívida devido a pandemia da Covid-19 e que está a aumentar o desfasamento entre países, tem que levar a uma maior cooperação internacional entre as diversas organizações da sociedade civil pois só assim será possível sair da actual crise. A rejeição da crescente onda populista que vem varrendo a Europa e o mundo também não foi esquecida.

Presidência portuguesa da União Europeia

Neste discurso perante a Assembleia da ONU, António Costa lembrou que Portugal prepara-se para assumir a presidência da União Europeia, isto já no primeiro semestre de 2021, e que juntos pretendem continuar a promoção dos Direitos Humanos, a preservação da paz e da segurança mundial e a aposta em políticas que levem a um desenvolvimento sustentável. Como tal, Portugal e o Quénia vão organizar, também no próximo ano, a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas.