04/04/2025

Encontro de escritores lusófonos na Venezuela vai destacar o papel de Camões que comemora cinco séculos do seu nascimento

O encontro, que acontece de forma virtual, foi criado durante a pandemia de COVID-19 e pretende destacar a lusofonia não só como algo dos portugueses

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Os escritores lusófonos vão participar num encontro virtual, na Venezuela, que pretende homenagear Camões. Que está a comemorar cinco séculos do seu nascimento. O encontro, que reúne cinco figuras da literatura lusófona, vai acontecer de 26 a 30 de Dezembro. Um evento sobre a literatura lusófona no meio da Venezuela, um país de língua espanhola mas com uma vasta comunidade portuguesa. Na Venezuela, cinquenta instituições ensinam a língua de Camões, o que representa um total de 13 mil alunos.

Este evento não está fechado, apenas a comunidade luso-venezuelana e todos os participantes vão poder participar em conversas e entrevistas com figuras reconhecidas da literatura lusófona. Estamos a falar de autores de Portugal, Brasil, Angola ou de Cabo verde. As palestras e entrevistas com cada escritor vão ser transmitidas às 22 horas de Lisboa através dos canais de YouTube da Coordenação para o Ensino do Português na Venezuela (Cepe Vzla) e do semanário de expressão portuguesa Correio da Venezuela.

Este será o V Encontro Virtual de Escritores Lusófonos. O encontro surgiu durante a pandemia de COVID-19. «Queremos mostrar mais uma vez ao público venezuelano que a lusofonia não é apenas uma questão portuguesa, é um elo muito importante que une Portugal a um conjunto de países e territórios que partilham a sua língua», explica o coordenador do Ensino da Língua Portuguesa na Venezuela,Rainier Sousa, em comunicado enviado aos meios de comunicação social.

O encontro encerra a agenda cultural de 2024 e conta com o apoio da embaixada portuguesa em Caracas, do Instituto Camões ou do Festival Flipoços do Brasil. A língua portuguesa é uma das mais faladas do mundo e com mais capacidade de crescimento já que é falada em todos os continentes, desde a Europa até a Ásia. Mesmo partilhando uma mesma língua esta exprime diferentes realidades, algo que também vemos na literatura.