Portugal, Espanha e França prometem melhorar interconexões energéticas em tempo de crise

O mercado interno de energia e um salário mínimo europeu foram algumas das temáticas discutidas em reunião

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Portugal, Espanha e França comprometeram-se a melhorar as interconexões energéticas que tem em comum. Num momento em que a Europa enfrenta uma crise energética, os responsáveis pelos Assuntos Europeus destes três países reuniram-se. Em Lisboa discutiram uma agenda que tinha no topo dos temas a questão dos preços e as interligações com o clima. Nos primeiros 10 meses do ano, 59% da energia consumida em Portugal foi criada graças a meios renováveis.

Mesmo não tendo centrais nucleares, Portugal compra este tipo de energia a Espanha e a França. No primeiro trimestre deste ano, 0.65% da eletricidade providenciada pela EDP veio através da fusão nuclear. Após a reunião em Lisboa, Ana Paula Zacarias e os seus homólogos, Juan González-Barba Pera e Clément Beaune, emitiram uma declaração conjunta onde o pilar social (projeto iniciado pela presidência portuguesa), Mediterrânico e a África são outras questões que se destacaram.

Em relação às interconexões energéticas, as três capitais do sul da Europa reforçaram «o compromisso de levar a cabo os projetos de interligação elétrica, em especial o do Golfo da Biscaia, que permitirá duplicar as capacidades de interligação entre a França e a Península Ibérica». Os governantes também destacaram um mercado interno de energia, como existe em Portugal e em Espanha. Este é visto como essencial para uma eficiente transição ecológica e respetiva recuperação económica.

A secretária de Estado portuguesa e o seu homólogo francês expressaram ao seu colega espanhol «total solidariedade com a ilha de La Palma». O secretário de Estado dos Assuntos Europeus de França, Clément Beaune, defendeu que no próximo ano a Europa deveria avançar para um salário mínimo comum. Esta proposta pode melhorar a qualidade de vida e ultrapassar as diferenças existentes entre os 27 países.

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