Papa Francisco despede-se de Lisboa, a «cidade da fraternidade e dos sonhos»

A comitiva espanhola na JMJ sentiu-se muito bem recebida pelos seus «vizinhos do lado peninsular

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Depois da despedida de Lisboa (foi até Fátima lamentar as guerras no mundo), os dois últimos dois dias da JMJ decorreram no Parque Tejo, o pulmão verde que a capital e Loures vão receber depois do Papa Francisco voltar para o Vaticano. O caos e a alegria contrastaram neste local onde a cruz e a imagem (que tanto apareceram nas imagens nestes dias) chegaram em barcos e pelas mãos de pescadores e das habituais varinas.

Como balanço, António Costa acredita que o País deve ter orgulho dos últimos seis dias e que as polémicas, como foi o custo dos palcos, são absurdas. O PR também considera este um grande sucesso para o país. Em Portugal, Francisco esteve com os seus jovens, foi peregrino aos pés da Nossa Senhora de Fátima ou visitou os mais carenciados no bairro lisboeta da Serafina.

Moedas juntou-se ao trio que foi até ao aeroporto para se despedir de Francisco. O Papa despediu-se de Lisboa «a cidade dos sonhos». Um local que vai ficar na memória por ser a terra da fraternidade, algo que sempre associamos a Grândola mas podemos ver um pouco por todo o país. Portugal e os portugueses também foram alvo do agradecimento do Papa Francisco.

Portugal recebeu a sua maior moldura humana de sempre

Neste mega espaço junto ao Tejo, onde estiveram presentes 1 milhão e 500 mil peregrinos (um recorde em relação ao numero de pessoas que estiveram presentes num evento), Francisco pediu perdão e uma igreja para todos. Sejam estes pobres ou LGBT. Neste parque, junto ao Tejo, os jovens estiveram em vigília, tendo dormido no chão mas com muita animação, com a comitiva mexicana a dançar ou a espanhola a jogar ás cartas. O hino desta jornada era cantado em português por todas as nacionalidades, incluindo a japonesa. O nascer do sol foi marcado pelo set de um padre português que é DJ.

Esta onda de pessoas foi comparada com as ondas gigantes que o canhão da Nazaré dispara e que encanta surfistas de todo o mundo. O Sumo Pontífice pediu para que os jovens se tornassem «surfistas do amor». Esta experiencia é vista como «única e transformadora” não só pelos peregrinos mas também pelos voluntários que permitiram que o mesmo fosse possível. Os lisboetas consideram estranho a possibilidade de irem acordar numa cidade que não vai ter a onda de jovens que levou o mundo até a fronteira mais ocidental da Europa. A próxima JMJ, que vai acontecer em 2027, irá do extremo ocidental do velho continente para o extremo oriente, para a cidade coreana de Seul.

O presidente da Conferencia Episcopal de Espanha, o cardeal Juan Ornella, fez um balanço bastante positivo da presença espanhola na JMJ Lisboa 2023. «Sentimo-nos em casa», disse o cardeal sobre o recebimento que os peregrinos espanhóis (que estiveram em peso neste evento) tiveram dos «vizinhos do lado», como indicava as camisolas que trajavam. As fronteiras vão ficar fechadas até ao fim do dia de amanhã. O controlo tem sido feito em cooperação com a Guardia Civil.

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