Silviano Santiago é o novo Prémio Camões

O Brasil é o país que lidera esta lista, com 14 conquistas

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O Prémio Camões de 2022 foi atribuído a Silviano Santiago. O escritor brasileiro nasceu em 1936 em Minas Gerais. O júri da 34ª edição deste premio considera Santiago «um pensador capaz de uma intervenção cívica e cultural de grande relevância, com um contributo notável para a projeção da língua portuguesa como língua do pensamento crítico, no Brasil e fora dele».

Ensaísta, romancista e contista, Silviano doutorou-se na Universidade de Sorbonne, de Paris. O escritor, que é especialista em literatura francesa, em 2017 recebeu o segundo lugar do Prémio Oceanos com a obra Machado, sobre Machado de Assis. Silviano Santiago é também professor, com uma vasta experiência nas universidades não só do seu país como também nos Estados Unidos.

Como ensaísta, o brasileiro tem estudado profundamente a literatura do período colonial e as obras de Carlos Drummond de Andrade. Sobre a conquista do Prémio Camões, Silviano Santiago declarou estar emocionado, mas não consegue esquecer a situação que o país vive. A sua última obra publicada, em 2017, foi Genealogia da Ferocidade (análise da obra Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa).

Marcelo Rebelo de Sousa espera entregar prémio em mãos

Assim que esta vitória foi anunciada, Marcelo Rebelo de Sousa saudou esta atribuição e espera que brevemente este prémio e os dos últimos anos possam ser entregues pessoalmente. A cerimónia não aconteceu devido a pandemia de Covid-19. O primeiro-ministro António Costa já felicitou o escritor por esta distinção e lembrou que é um «merecido reconhecimento para uma obra e uma vida dedicadas à literatura».

Este prémio, o maior da língua portuguesa, foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989. O seu primeiro vencedor foi o português Miguel Torga. Nos últimos anos, foram galardoados com o Prémio Camões: Paulina Chiziane (2021), Vítor Aguiar e Silva (2020) ou Chico Buarque de Holanda (2019). Quando foi anunciado a entrega do prémio ao músico brasileiro, de esquerda, o presidente Jair Bolsonaro recusou-se (num primeiro momento a assinar o diploma).

A lista dos distinguidos, com a vitória de Silviano Santiago, é liderada pelo Brasil (14 galardoados). Portugal tem 13 e os restantes são divididos por Moçambique, Cabo Verde e Angola. Apenas uma vez, em 2006, o Prémio Camões foi negado (o vencedor iria ser o luso-angolano Luandino Vieira). Com esta conquista, o intelectual brasileiro de 86 anos ganhou um valor pecuniário de 100 mil euros.

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