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Durante a inauguração das ‘Jornadas Hispano Portuguesas: Los orígenes leoneses del reino de Portugal’, o Embaixador de Portugal, Francisco Ribeiro de Menezes, incentivou os investigadores a escreverem uma nova História da Civilização Ibérica, como fez o escritor português Oliveira Martins em 1879.

O embaixador observou o interesse de estudar “um passado mais distante”, por exemplo, do que a primeira circum-navegação. Lembrou que seus antepassados vêm da provincia de Palencia (Espanha), o município Meneses de Campo.

A iniciativa destes dias veio do Tenente-General Rubén Carlos García Server, representante da Casa de León, em Madrid, que considera Espanha e Portugal “mais irmãos do que nunca”. Referindo-se ao ato como uma “semente que deve florescer no futuro”.

O professor José Manuel Nieto Soria mencionou como a independência de Portugal do Reino de León teve “um efeito histórico duradouro”. A proteção pontifícia e a empresa reconquistadora foram elementos-chave para se consolidar como uma entidade independente. O professor Nieto mencionou a visão de Sánchez Albornoz de que considerava que a independência era um “acaso histórico inexplicável e inexplicável” e a perspectiva de Américo Castro que apontava que a diferenciação de Portugal não se baseava no ser, mas no “não-ser” e o fundo estrangeiro da dinastia borgonha. O processo de independência ocorreu em um contexto de “mudança feudal” e regionalização do poder da nobreza, questionando a autoridade dos reis.

A professora Maria Helena da Cruz Coelho sublinhou a importância do repovoamento do condado português na segunda metade do século IX, a aliança com a elite eclesiástica e os poderes militares dos nobres, para compreender este processo.

As sessões acontecem no salão da Faculdade de Geografia e História da Universidade Complutense de Madri nos dias 20 e 21 de novembro, e no Salão de Atos da Casa de León, em Madri, na tarde de 21 de novembro.