Mosteiro de São Vicente de Fora, escondido de muitos e a espera de todos

Edificado inicialmente em honra de São Vicente, os monarcas de Bragança aqui deixaram os seus corações

Comparte el artículo:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Com dezenas de locais religiosos, uma das conhecidas colinas da cidade de Lisboa guarda uma história começada ainda durante o «Al-Andalus».

O Mosteiro de São Vicente de Fora foi mandado construir por D. Afonso Henriques após uma promessa feita para a tomada de Lisboa aos mouros. O local escolhido para a edificação foi o local do acampamento dos cruzados germânicos que apoiaram o primeiro rei de Portugal. É no bairro de São Vicente que a capital portuguesa apresenta uma das suas «pérolas» escondias.

A construção que actualmente associamos ao Mosteiro de São Vicente de Fora, um exemplo do maneirismo no país idealizado pelo arquitecto espanhol Juan de Herrera e o engenheiro Filippo Terzi, foi edificada durante a união dinástica Ibérica. Do século XVI, este local histórico, que pode ser visitado, é a sede do Patriarcado de Lisboa e apresenta uma das mais belas vistas para a cidade que guarda e o rio que a banha.

A ordem de Santo Agostinho ocupou durante largas décadas o mosteiro que ficava fora dos muros da cidade (daí o seu nome) teve nas suas ordens um jovem Fernando de Bulhões que aqui se dedicou a oração e a uma vida que consagrou Santo António a um dos padroeiros de Portugal e da cidade de Lisboa. O outro é São Vicente, que dá nome a este mosteiro.

A 1 de Novembro de 1755 a capital lusitana foi atingida por um dos maiores terremotos, seguido de maremoto, alguma vez sentido. Com a cidade em escombros, o Mosteiro de São Vicente de Fora foi um dos poucos locais que se manteve de pé, já que apenas o tecto da sacristia caiu.

Quando foi refeito foi adicionada a pintura «A Virgem com o Menino e os Santos» da autoria de André Gonçalves. Nesta pintura São Francisco de Borja, o protector contra os terremotos, oferece uma coroa a Virgem.

No mosteiro encontra-se a segunda maior colecção de azulejos barrocos do mundo com, pelo menos, 100 mil peças. Trinta e oito destes painéis de azulejos representam as fábulas originais de La Fontaine.

Ao olhar com atenção para o chão do mosteiro, uma pedra destaca-se das restantes pela inscrição que carrega. No subsolo da Capela dos Meninos de Palhavã estão enterradas as vísceras e o coração embalsamado de D. Pedro II, monarca da dinastia de Bragança que se encontra sepultada no Panteão Real.

Saídos da igreja, descendo umas escadas, é possível encontrar o Pátio das Laranjeiras, que nos meses quentes é possível descansar a sombra das árvores, sentir o cheiro dos caramanchões e ouvir o barulho da água da fonte, que é trazida por uma cisterna medieval do século XII e que faz com que recue no tempo.

Noticias Relacionadas

Como chegámos a uma «Tempestade Perfeita»?

O que é uma «Tempestade Perfeita»? Normalmente quando utilizamos esta expressão estamos a descrever um fenómeno meteorológico que foi criado graças a confluência de vários