As reformas laborais e os acordos alcançados na Península Ibérica

Se em Espanha um acordo foi alcançado, em Portugal as reformas laborais provocaram a queda do governo

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O governo de Espanha anunciou que alcançou um acordo laboral onde reverteram vários princípios implementados durante o governo de Rajoy. Esta revisão vai, entre outros aspetos, proibir que as empresas terminem os contratos que têm com os seus trabalhadores enquanto estes estão de baixa médica. A luta contra o desemprego (3.2 milhões em Outubro) é um dos grandes marcos da agenda que o governo espanhol apresentou e onde também vem referida o problema da subcontratação.

O desacordo que fez cair o governo em Portugal

Já em Portugal, um dos motivos que fez com que o Orçamento de Estado fosse chumbado deve-se às reformas laborais. A esquerda, que desde 2015 uniu-se na conhecida Geringonça, não chegou a um acordo que pretendia reverter algumas das medidas iniciadas durante o período da Troika. Os valores dos pagamentos das horas extraordinárias, reduzir a quantidade de contratos precários que podem ser assinados, o reforço dos direitos dos trabalhadores ou o aumento do salário mínimo foram alguns dos aspetos que fizeram com que os diferentes parceiros sociais não chegassem a um consenso. 

Os patrões chegaram mesmo sair da Concertação Social, mas entretanto voltaram atrás. António Costa, numa entrevista dada a RTP, declarou que mesmo com as eleições a porta o salário mínimo vai subir em Janeiro para 705€. As pensões e os vencimentos da função pública também vão ser atualizados. Em relação ao teletrabalho, uma das últimas decisões do parlamento antes da dissolução prevê que os trabalhadores tenham direito a desligar. Aqueles que tenham filhos menores de 8 anos podem optar por esta alternativa, apenas devem ir ao escritório a cada 2 meses.

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